Pai denuncia creche municipal após buscar filha de 2 anos com hematomas pelo corpo em Praia Grande

Um empresário de Praia Grande registrou boletim de ocorrência após buscar a filha, de apenas 2 anos, com diversos hematomas no rosto e no corpo ao final de um dia na creche municipal do bairro Tupiri.

O homem, que tem a guarda compartilhada da criança, costuma buscá-la pessoalmente às sextas-feiras. No dia 27 de março, ele levou um susto ao ver a menina com o rosto inchado e marcas roxas visíveis na orelha, nos olhos, nas bochechas e nas mãos.
Segundo o pai, uma funcionária da creche informou que percebeu os ferimentos quando a criança acordou do sono da tarde, por volta das 13h30. No entanto, a profissional não comunicou o fato à coordenação nem prestou qualquer tipo de atendimento ou socorro imediato. A menina permaneceu na unidade até o horário normal de saída, por volta das 16h30.
“Dói demais ver minha filha assim. A gente entrega confiando que está segura, e recebe ela machucada, sem respostas. É uma dor e uma angústia que não tem como explicar”, desabafou o pai.
Preocupado, o empresário levou a criança imediatamente para um hospital. Os hematomas ficaram ainda mais evidentes após algumas horas, e o médico que atendeu a menina classificou as lesões como graves, provavelmente causadas por pancadas, orientando a família a registrar o caso na polícia.
A criança passou por exames que não apontaram lesões internas profundas. Posteriormente, no Instituto Médico Legal (IML), foi constatada lesão corporal de natureza leve.
A família também acionou o Conselho Tutelar. Na segunda-feira (30), orientada pelo órgão, a mãe compareceu à creche Escola Municipal Juliana Arias Rodrigues de Oliveira para registrar a ocorrência internamente. Para surpresa da família, ninguém na unidade parecia estar ciente do que havia acontecido com a menina.
O pai relatou que funcionários do turno da manhã afirmaram não ter visto qualquer marca na criança. Apenas a profissional do turno da tarde admitiu ter notado os hematomas logo após o sono, mas não tomou providências.
O empresário classifica a conduta como omissão de socorro e acredita que a intenção era colocar a criança na van escolar sem que ninguém da família fosse informado, já que ele foi quem a buscou pessoalmente naquele dia.
A família decidiu não retornar com a menina à creche até que o caso seja esclarecido.
Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que a Secretaria de Educação tomou conhecimento dos fatos e está apurando o caso internamente. Caso sejam confirmadas irregularidades, o município adotará as medidas administrativas cabíveis.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Por: Portal Destaque, em 12/04/2026.

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